E se criássemos um Hotel no meio do Tejo?

bugio-08

O Forte e Farol do Bugio – ou de São Lourenço da Cabeça Seca foi edificado em meados do século XV com o objetivo de ajudar à defesa de Lisboa – conta-se que, entre outros, o famoso Corsário Francis Drake passava regularmente por estas paragens. Em articulação com o forte de S. Julião da Barra, as duas estruturas possibilitavam a existência de fogo cruzado de artilharia dissuasora de investidas menos amigáveis. A vida deste forte merecia um livro (“O FORTE E O FAROL DO BUGIO” de Joaquim Boiça e Maria Barros, ISBN: 9789729885426), tantas são as histórias e as estórias associadas aos mais de 350 anos da sua existência. Mas a vida e a localização deste forte merecia talvez mais. Mais do que o abandono a que tem sido votado nas últimas décadas. Mais do que esta sensação de estar tão perto do olhar mas tão difícil de lá chegar.

No final de julho tive o privilégio de integrar o conjunto de visitantes que através da Associação Espaço e Memória e com os meios marítimos da Waterx se puderam deslocar ao Forte e percorrer detalhadamente o seu espaço.

Ver aqui as imagems : https://antoniolx2.wordpress.com/2014/07/29/xi-passeio-ao-bugio/

Em Solent, junto a Portsmouth no sul de Inglaterra (a cerca de 100 km de Londres) em pleno canal da mancha existe um conjunto de fortalezas construídas na segunda metade do século XIX. A sua função original era a defesa de Portsmouth dos navios. Com o evoluir dos tempos esses equipamentos foram perdendo importância estratégica sendo progressivamente abandonados. No final do século passado já tinham sido vendidos, ou estavam em vias disso. A principal entidade interessada nestes fortes era a Clarenco, que detém a marca “Amazin Venues” e a sua visão, transformar as instalações militares em hotéis elevada qualidade onde a privacidade e a exclusividade são as características principais.

É assim que nasce o projeto “Solent Forts” que dos três fortes tem já um em plena operação, o segundo em fase de acabamentos estando prevista para breve a sua reabertura e o terceiro que ainda se encontra no início do processo de restauro e transformação.

Para aguçar a imaginação consulte as galerias seguintes:   Spitbank Fort (em funcionamento)

No Man’s Land Fort (em fase de acabamentos)

Horse Sand Fort (ainda em processo de recuperação)

O forte do Bugio fica a 15 km do centro de Lisboa (e não a 100 como em Inglaterra)! O seu estado de conservação é um pouco melhor que esta última fotografia – embora careça de interveção urgente no interior – e a área disponível é inferior aos exemplos ingleses. Mas…

Lisboa está na moda e o crescente número de pessoas que nos visita anseia por novidade, diferença e, … ser surpreendido!

 

Será que estas imagens inspiram alguém a concretizar no Forte do Bugio um equipamento semelhante?

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Posted on August 5, 2014, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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